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Quinta-feira, Setembro 23, 2004
Acabei de assistir A Streetcar named desire. Pu-ta-que-o-pa-ri-u!
posted by Guto 11:17 PM
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Sexta-feira, Setembro 17, 2004
Esse e um pais curioso, onde as pessoas se embriagam loucamente no meio da semana, vomitam em todos os lugares, leem tabloides da pior qualidade, mas que tambem participam de University Challenge, respondendo qual o nome do meio do tio do primo da Aida, de Verdi, e escrevem contos como os que estao no post abaixo. Eu nunca vou entender este lugar. Mas uma coisa eu sei: em que outro lugar do mundo a gente encontra um povo tao igual e tao diferente?
posted by Guto 1:03 PM
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A BBC organizou um concurso de contos excepcional. A ideia e que cada autor deveria enviar um conto com o titulo '1974', com no maximo 70 palavras. O resultado, genial, esta neste link.
posted by Guto 1:00 PM
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Tirado do No minimo:
Minha primeira vez no cinema
17.09.2004 | No último dia 10, Samuel Francisco Brito, 8 anos, morador de Realengo (Zona Oeste do Rio de Janeiro), assistiu a um filme no cinema pela primeira vez em sua vida. Ao entrar na sala 4 do Cinemark do Shopping Downtown, na Barra da Tijuca, sua primeira reação foi a surpresa com as proporções do lugar: ¿Que tela, maluco! O tamanho é singelo!¿.
Antes que eu pudesse perguntar se ¿singelo¿ era uma nova gíria, se na verdade ele queria dizer ¿sinistro¿ ou ainda se ele estava sendo precocemente irônico, Samuel apareceu com uma questão ainda mais desconcertante: ¿Tio, quantas polegadas tem essa tela?¿
Nesse momento, Jennifer de Oliveira Braga, 7 anos, veio em meu socorro: ¿Nossa, a tela passa da gente. Achei que era só um pouco maior que a TV¿. A constatação pareceu contentar seu colega de classe, e os dois saíram correndo para buscar um lugar na sala.
Samuel e Jennifer estavam ali com dezenas de alunos de sua escola, o CIEP Marechal Henrique Teixeira Lott, do Realengo. O assombro dos dois diante da tela gigante não era um caso isolado. Grande parte das crianças só havia visto filmes antes na televisão.
A primeira vez no cinema de Samuel, Jennifer e de seus colegas é resultado de uma bela iniciativa do II Festival Internacional de Cinema Infantil, com patrocínio da Riofilme/Secretaria Municipal das Culturas e apoio da Secretaria Municipal de Educação.
Ao longo de três meses, do final de agosto ao final de novembro, o projeto deve levar gratuitamente 70 mil crianças da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro, com idades entre 4 e 12 anos, a complexos de cinema em três shoppings: o Downtown, o Botafogo e o Carioca (na Vila Cosmos). Até agora, já foram mais de 25 mil.
O projeto ¿A Tela na Sala de Aula¿ é um exemplo muito bem-sucedido de parceria cultural entre a iniciativa privada e o poder público. A Riofilme patrocinou o festival, que por sua vez escolheu sete produções apropriadas para cada faixa etária e organizou as sessões; a Secretaria de Educação cuidou do transporte das crianças e incentivou as escolas a promover atividades relacionadas aos filmes; e a rede Cinemark cobrou um preço simbólico por suas salas.
Não há estatísticas oficiais sobre o perfil do público do projeto, mas todos os envolvidos concordam que a grande maioria das crianças nunca havia entrado em um cinema, uma diversão cara para o padrão de vida de suas famílias. Muitas delas, na verdade, sequer haviam pisado em um shopping, já que vivem em regiões carentes da cidade.
Além desse ambicioso projeto paralelo, o festival conta com uma ótima programação oficial, com dez filmes que dificilmente chegarão ao circuito comercial brasileiro. A segunda edição do evento começa no próximo dia 24, em São Paulo, e só termina no dia 5 de dezembro, em Aracaju. Nesse meio tempo, passa por Campinas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Niterói, Brasília, Taquatinga e Curitiba (para mais informações, confira o site oficial).
No ano passado, o festival já havia distribuído 10 mil ingressos para crianças carentes. ¿Em uma das sessões, uma menina me perguntou: ¿Tia, posso entrar com pipoca no cinema?¿¿, conta Carla Esmeralda, que dirige o festival ao lado de Carla Camurati. ¿Eu fiquei emocionada com essa frase. Foi por causa dela que nós decidimos ampliar ao máximo o alcance do projeto neste ano.¿
Se você já se esqueceu por que um dia ficou tão fascinado pelo cinema, recomendo que veja um filme ao lado de uma criança que vai pela primeira vez àquela enorme sala escura, iluminada apenas pela luz projetada sobre a tela. As reações lembram muito os relatos sobre a primeira sessão de cinema, feita pelos irmãos Lumière em Paris, em dezembro de 1895, quando os espectadores saíram correndo do trem que surgia chegando à estação.
Emanuel Coutinho, assistente de produção do festival, conta que algumas crianças passam mal por causa do tamanho da tela. ¿Uma delas chegou a vomitar quando o filme começou. Teve de sair e se acalmar um pouco antes de voltar.¿ Na primeira sessão de cinema da vida de Samuel e Jennifer, não aconteceu nada tão grave. Mas eles não ficaram imunes aos sustos e surpresas.
A sessão de Jennifer e Samuel
Quando a luz do Cinemark se apaga, Jennifer leva a mão instintivamente ao peito. ¿Meu coração disparou¿, ela explica. A projeção começa com as instruções sobre a segurança no cinema. As crianças ficam atentas a cada detalhe. ¿Cadê o extintor de incêndio?¿, pergunta preocupado Nicolas Mateus da Silva Martins, 7 anos, tentando identificar os objetos no escuro.
Em seguida, vem o comercial do sistema de som, aquele do ¿dolby digital surround system¿. As crianças se assustam com os barulhos e os efeitos especiais. ¿A diferença para a TV é que a coisa parece que vem em cima da gente¿, diz Samuel, agora já convertido em especialista em cinema.
Finalmente começa o filme. A produção escolhida pelo festival para crianças dessa faixa etária foi ¿Músicas no Mundo da Criança¿, uma bonita série de animações feita por Andrés Lieban para ilustrar canções infantis de Toquinho (o grande homenageado desta edição do festival).
É impressionante ver a cultura pop das crianças antes de entrar no cinema. Elas reconhecem o cartaz do desenho japonês ¿Yu-Gi-Oh!¿ e dizem que gostariam de ver ¿Olga¿, por causa do trailer na TV. Em um momento, Maycon Bruno da Silva Portugal, 8 anos, vira-se para Samuel e chama o amigo de ¿Samuel Jackson¿.
Por outro lado, é um alívio perceber que as crianças conhecem também os clássicos infantis brasileiros. Elas cantam junto com o desenho as músicas mais conhecidas de Toquinho e Vinicius de Moraes, como ¿Aquarela¿, ¿O Pato¿ e ¿A Casa¿, que aprenderam na escola ou em casa.
As crianças ficam concentradas na tela ao longo de todo o filme. Apenas Samuel, sempre curioso, percorre o cinema com o olhar ao longo da sessão. E descobre a luz vinda do projetor no fundo da sala. ¿É dali que o negócio vem¿, ele conclui.
Ao final de cada música, Jennifer pergunta decepcionada se o filme já acabou. Fica feliz ao saber que ainda tem mais. No final, porém, ela cede à fome: ¿Será que você pode pegar comida? Minha vó me deu dois reais para comprar pipoca¿. Uma professora pede que ela espere o final da sessão.
Quando o filme termina, as crianças deixam a sala animadas e começam a reparar em detalhes que passaram despercebidos: elas pisam sobre as luzinhas amarelas do corredor, passam a mão pelas paredes carpetadas, apontam a cabine de projeção.
O banheiro é uma atração à parte. As crianças ficam fascinadas com as torneiras que ¿fecham¿ sozinhas e, principalmente, com as máquinas de secar as mãos. Acionam o dispositivo automático três, quatro, cinco vezes seguidas. Algumas meninas molham o cabelo na pia e decidem secá-los ali mesmo, ficando longos minutos no banheiro, para desespero das professoras.
No final, a ida ao cinema vira até símbolo de status entre as crianças. No banheiro, um menino comenta com o amigo, enquanto enche a mão de sabonete líquido: ¿Caraca, que sabão cheiroso¿. E o outro, mais velho, responde: ¿Parece que nunca foi ao cinema, mané!¿.
Para quem nunca tinha ido, a primeira vez foi inesquecível. ¿O filme foi bem mais legal que Harry Potter. É da nossa letra¿, diz Jennifer. ¿Da nossa língua¿, corrige a professora. ¿É muito mais divertido que televisão. Vou pedir para minha mãe me trazer mais vezes¿, completa Gabriela dos Santos Araújo, 8 anos.
É uma pena pensar que Gabriela e seus amigos poderão demorar muito tempo para voltar a pisar em um cinema. No Brasil, gasta-se um enorme tempo debatendo questões abstratas sobre a sobrevivência do cinema nacional. E quase não se discute o problema concreto: a falta de acesso da absoluta maioria da população às salas, por causa do preço dos ingressos.
A questão só pode ser resolvida com um grande investimento, por parte do governo e de empresas privadas, em salas com ingressos a preços populares. Enquanto isso não acontece, iniciativas como essa do Festival Internacional de Cinema Infantil continuam sendo fundamentais para criar nas crianças o gosto pela tela grande. Afinal, elas serão o público de cinema no futuro.
Isso nos leva de volta à pergunta de Samuel, no começo desse texto. Confesso que não foi fácil encontrar a resposta, porque as lições de matemática já haviam sido esquecidas. Mas vamos lá. Segundo o projetista do Cinemark, a tela da sala 4 tem 16 metros de largura por 7 metros de altura. E, portanto, uma diagonal com cerca de 17,5 metros. Como cada polegada tem 2,54 centímetros, isso significa que a tela tem, ufa, 689 polegadas. Ou seja, ela é quase 24 vezes maior que uma TV grande, de 29 polegadas. É ou não é singelo, Samuel?
posted by Guto 12:54 PM
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Quarta-feira, Setembro 15, 2004
Resolvi ficar em casa hoje de manha. Ontem fui ao jazz, estava anormalmente bom. Era uma banda de velhinhos, muito melhor do que os estudantes que normalmente tocam la. Acordei mais tarde, nao fiz ginastica, estudei italiano e fiquei trabalhando no capitulo da tese. Foi bom porque desse jeito fiquei trocando email com o Luke, sobre futuros projetos ligados a esse capitulo. Ele esta em Bonn, trabalhando com um historiador alemao, Werner Eck, que e uma sumidade em epigrafia romana. Vamos ver se consigo fazer contato com o cara, seria bem legal se ele lesse um dos meus capitulos.
posted by Guto 12:13 PM
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O NYT de hoje tem uma materia sobre o deja vu. Diz que segundo psicologos e neurologistas, essa e uma experiencia que geralmente pessoas muito educadas (quer dizer, que estudaram) ou que viajaram muito, em suma, que tiveram uma rica em experiencias, tem mais do que pessoas que nao estudaram e ficaram sempre na mesma cidade. Isso me fez pensar que meus antigos colegas de escola em Resende tiveram menos deja vues do que eu, ou que se tiveram nao sabiam pronunciar essa expressao.
Mais interessante e mais recorrente e uma experiencia que ando tendo recentemente: o deja vu combinado com amnesia. Acho que ja esqueci isso antes...
posted by Guto 12:10 PM
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Terça-feira, Setembro 14, 2004
Semana passada encontrei uma amiga que nao via ha muito tempo. Nos moramos na mesma casa no meu primeiro ano aqui, ela e uma gatinha, loira, olhos verdes, coisa e tal. Me chamou pra ir jantar na casa dela ontem, fui, levei um vinho tinto, sobremesa, e quando vi estavamos na cama.
Ok, e mentira, wishful thinking, eu fui jantar la, conversamos e depois vim pra casa. Nao comi mas tambem nao fui comido.
Mas o motivo pelo qual estou falando disso e que ela passou os ultimos dois anos entre a Franca e a Argelia, ela faz o doutorado em antropologia e esta estudando uma vila na Argelia. Bom, se voce procurar informacoes aqui voce vai ver que o lugar nao e o cu do mundo porque o cu fica no meio da bunda, e a Argelia nao fica em lugar nenhum. Mas ta grosso esse blog hoje, hem?
Bom, o interessante e que ela andou viajando muito (a minha amiga, nao a Argelia) por paises muculmanos e me disse duas coisas engracadas. Bom, engracadas em termos. Um, que na Siria o Hitler e considerado um grande homem. Construiu ferrovias, era corajoso, desafiu as grandes potencias e matou alguns milhoes de judeus. Mais engracado e que pros muculmanos quem explodiu o World Trade Center foram os judeus, e nao Bin Laden. Nao deixa de ser interessante, a al-Qaeda como braco para missoes ilegais do Mossad (se alguma agencia americana estiver monitorando esse paragrafo eu nunca mais vou a Disneylandia).
A amiga (fala o nome dela, fala! Disse que comeu agora nao quer falar o nome?) me mostrou fotos da Argelia, e eu tenho que admitir, eu pensava que fosse assim, ne? Mas na verdade as fotos mostram montanhas cobertas de neve no inverno e de mata no verao! Parecia mais a Italia. Ok, estou exagerando. O fato e que, apesar de a Miss Argelia ser bem bonitinha (ficou curioso? eu nao pretendo ir la. Na verdade,e stou de saida agora, vou ao bar na Cowley ROad pra ver o jazz de gratis. SO escrevi esse post porque eram 8:29 quando eu sentei aqui, agora sao 8:42 e ja estou atrasado.
posted by Guto 8:42 PM
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Domingo, Setembro 12, 2004
Achei o site com algumas das pinturas da Angela, que estava na British School em Roma.
Nunca conheci uma artista de quem tenha gostado tanto das obras, e a maneira como ela produz, compondo baseada em fotografias tiradas em cemiterios, o efeito e muito mais legal do que qualquer imagem na internet. Mas o site esta aqui, e a imagem abaixo se chama Amarantine.

posted by Guto 10:40 AM
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Day pool with three blues, David Hockney, 1978

posted by Guto 10:36 AM
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Meu quarto esta mais habitavel agora. Posters, tapete, fotos, restos de ceramica romana e uma cabeca do buda. Tudo isso pra ficar aqui dois meses e depois ir praRoma por tres meses, e voltar pra Oxford por mais uns 4 meses. Mas se eu nao fizer algo pra me sentir em casa, fico maluco. Bom, nao que faca muita diferenca, mas a estrategia anterior, de ignorar a ideia de casa e ficar o tempo todo na rua estava me deixando exausto. Voce nao tem como passar 4 anos na rua.
posted by Guto 10:33 AM
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Eu nunca tinha reparado nisso, mas existe um estilo de musica que e totalmente 'Felipesca'. Meio Pearl Jam, rock com algumas guitarras pesadas e muitas cordas ao fundo, o vocalista com voz grave cantando lentamente, enfim...estou preocupado com meu irmao...
posted by Guto 10:31 AM
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Ontem fui ver Diarios da Motocicleta. E bem legal. Apesar de ser sobre o Che Guevara, os dialogos sao engracados, os atores nao sao muito ruins (os principais, acho que os outros sao quase todos pessoas locais que o Robert Redford e o Walter Salles resolveram explorar), as paisagens espetaculares. A direcao compromete em alguns momentos, quando o filme fica 'socialmente engajado', um pastiche de Sebastiao Salgado (como se ele nao fosse enojante por si so): stills em preto e brando, e no final uma sucessao de imagens de gente pobre e desdentada. E como se o diretor dissesse: "Ta vendo, gentem, caso voces nao tenham entendidom, esse e um filme sobre ideais e a luta por um mundo melhor". Pelo menos nao tem a Fernanda Montenegro.
posted by Guto 10:30 AM
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Eu devia estar estudando.
posted by Guto 10:27 AM
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Quarta-feira, Setembro 08, 2004
O texto abaixo nao esta aqui por causa de voce que veio ler esta pagina hoje. Mas voce pode le-lo. Ele esta aqui porque eu nao quero deixar de ter estas informacoes preciosas. Tirado do Independent de hoje.
DO YOU WANT FRIES WITH THAT?
*The world's most expensive burger is the DB Burger Royale, created by the French chef Daniel Boulud for New York's Bistro Moderne. The $50 (£28) creation comprises a 7oz patty of ground sirloin steak, filled with shredded short-rib meat and foie gras, served on a Parmesan and poppy-seed bun with fresh black Perigord truffles.
*The largest hamburger ever was cooked by Loran Green and friends at the Sleeping Buffalo Resort, near Saco, Montana. Made from pure local beef, it weighed 2,740kg (6,040lb) and measured 24ft in diameter.
*During the First World War, hamburgers were rechristened "liberty burgers" in the US, to avoid any association with Germany.
*More than 2.5 million Britons visit a McDonald's every day. Worldwide, McDonald's has sold 12 hamburgers for every person on earth. On average, a new McDonald's opens every three hours. A UK franchise could be yours for £340,000.
*In September 1990, McDonald's issued writs against Helen Steel and Dave Morris, alleging the company had been libelled in the anarchist duo's factsheet "What's Wrong with McDonald's". The subsequent trial became the longest in English history, lasting 313 days.
*In May 1990, John Selwyn Gummer, the Conservative government's Minister of Agriculture, attempted to demonstrate the safety of British beef by feeding a hamburger to his daughter. Six years later, British beef was shown to be the cause of CJD, a disease that has now killed more than 100 people.
*During his visit to the Labour Party conference in 2002, Bill Clinton was hit by a craving for fast food. Alastair Campbell described the visit to a Blackpool burger restaurant, accompanied by the film star Kevin Spacey, as "one of the more surreal of my nine years with the Prime Minister".
*The BurgerIDF.org website allows you to support the Israeli army by sending a gift of hamburgers and colas to troops in the field. A "jeep patrol" package (for four soldiers) costs $19.95 (about £11), a "platoon" package (30 soldiers) $129.95.
*Rather than steak and caviar, Oscar winners dined on burgers from the In-N-Out chain at this year's Academy Awards party.
*On Friday, Super Size Me, a documentary film by Morgan Spurlock, is released. It charts his decline in health (he gained nearly 30lbs, "pickled his liver" and lost his libido) after living only on McDonald's meals for a month.
WHERE'S THE BEEF? A FULL MENU OF BURGER FACTS
HAMMING IT UP: THE BEST SUPPORTING SNACK
Jules Winnifield: Hamburgers. The cornerstone of any nutritious breakfast. Uumm, this is a tasty burger.
'Pulp Fiction'
(Quentin Tarantino, 1994)
Arnold: Brad, I really fuckin' hate McDonald's, man. Ever since they started in with the chicken, everything went downhill.
'Fast Times at Ridgemont High'
(Amy Heckerling, 1982)
Bill Foster [in the Whammy Burger]: Why am I calling you by your first names? I don't even know you. I still call my boss "Mister", and I've been working for him for seven years, but all of a sudden I walk in here and I'm calling you Rick and Sheila like we're in some kind of AA meeting.
'Falling Down'
(Joel Schumacher, 1993)
Vincent Vega: You know what they call a Quarter Pounder with Cheese in Paris?
Jules Winnifield: They don't call it a Quarter Pounder with Cheese?
Vincent: No, they got the metric system there, they wouldn't know what the fuck a Quarter Pounder is.
Jules: What'd they call it?
Vincent: Royale with Cheese.
Jules [repeating]: Royale with Cheese. What'd they call a Big Mac?
Vincent: Big Mac's a Big Mac, but they call it Le Big Mac.
Jules: What do they call a Whopper?
Vincent: I dunno, I didn't go into a Burger King.
'Pulp Fiction'
(Quentin Tarantino, 1994)
Double cheeseburger, onion rings, large strawberry shake, and for God's sakes, hurry!
(Homer Simpson in 'The Simpsons')
Royal Tennenbaum: Anybody interested in grabbing a couple of burgers and hittin' the cemetery?
'The Royal Tennenbaums'
(Wes Anderson, 2001)
Lester: I'll have a Big Barn Burger, Smiley fries and an orange.
Counter Girl: Would you like some smiley sauce with that?
Lester: No, actually, I'd like to fill out an application.
Counter girl: There's no jobs for a manager, it's just for counter.
Lester: Good, I'm looking for the least possible amount of responsibility.
'American Beauty'
(Sam Mendes, 2001)
I'd like a cheeseburger, please, a large fries, and a Cosmopolitan.
(Carrie Bradshaw in 'Sex in the City')
CELEBRITY RELISH
* According to the writers Jane and Michael Stern, "Elvis Presley's favourite food was a hamburger, burnt to a crisp. When he went to a restaurant, he would order a hamburger and send it back three or four times until it was charred."
* Oprah Winfrey liked burgers until the advent of BSE. In 1998, she declared that "mad cow disease" had scared her off - and barely had time to order cheese on top before ranchers sued her, worried that her influence would lead to lower beef prices. They lost the case, and Oprah lost a lot of weight.
* Aged four, and long before she became Buffy the Vampire Slayer, Sarah Michelle Geller was involved in the notorious "Burger Wars" of 1981 - appearing in a Burger King ad campaign that mocked the size of McDonald's patties.
* Last month Paris Hilton was reportedly close to tying up a $750,000 deal to appear in Burger King's new advertising campaign. But the talks broke down after executives became nervous over the stick-thin "It" girl's scandalous private life.
* As a co-founder of the Planet Hollywood burger chain (with Bruce Willis, Demi Moore and Sylvester Stallone), Arnold Schwarzenegger claimed to be a hands-on manager. "I'm involved with everything from finding sites [and] choosing memorabilia [to] how much money we'll spend," he said. The big-screen beefcake severed his ties with the company after it was forced to close 47 of its 78 restaurants due to over-expansion.
CHEW THE (SATURATED) FAT
Ingredients of a typical fast food hamburger
37 per cent water
13 grams of protein
13 grams of fat
17 milligrams of calcium
3 milligrams of iron
21 milligrams magnesium
114 phosphorous
430 sodium
traces of copper and manganese
24 mcg of selenium
0.5milligram of vitamin E
2 milligrams of B vitamins
39 milligrams of cholesterol
total saturated fat 4.6 grams
305 calories
The average bun has enriched white wheat flour, water, corn syrup, hydrogenated vegetable oil, yeast and 2 per cent salt.
A typical fast-food hamburger is nutritionally barren and a great source of fat, says Ian Marber, consultant for the Food Doctor nutrition clinic in London. "If you have the perfect hamburger, made with premium beef and vegetables such as onion and carrot chopped into it, on a brown bun and properly grilled, then it's a terrific combination of protein and carbohydrate. But it's a very convenient food to eat, and it's become a staple fast food and has been bastardised into a high-fat, high-sugar, high-carbohydrate product. I wouldn't want to see anyone having much more cholesterol, total saturated fat or salt. Burgers have got no vitamin C and though there are B vitamins in the buns, they're made from white flour, so they're not very concentrated. Burgers are not a great source of any nutrients, but they are a great source of fat and protein. Having a burger is not far off having deep-fried chicken. They're both as bad as each other."
THE ULTIMATE RECIPE, BY MARK HIX
Serves 4
1.4kg good-quality minced beef (20-30 per cent fat)
80g American mustard
320g tomato ketchup
8 good-quality baps
2 medium red onions
8 large sweet pickled gherkins
2 beef tomatoes
Mix the mince to ensure the fat is evenly distributed, then mould it into eight balls and shape it either with a burger press or by pushing the meat into a pastry cutter. Put the hamburgers in the fridge to set the meat before cooking. Whisk together the ketchup and the mustard for the hamburger sauce. Lightly toast the baps and keep them warm until you have cooked the burgers.
The hamburgers are best cooked on a hot barbecue or griddle plate, but a smoking hot cast-iron pan will do: this seals in the juices and yields a rare or medium-rare burger in a couple of minutes. Don't cook under the grill unless you have a red-hot American-style one, as this boils the meat and it becomes dry and lacks flavour.
Serve in the baps with slices of red onion, gherkin, tomato and the hamburger sauce.
Mark Hix writes on food in 'The Independent Magazine'
posted by Guto 1:04 PM
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Tirado do Fraude:
Como fazer um pornô alemão
Porque até mesmo o sexo tem que fazer sentido
por Alexandre Rodrigues
[ 16/06/2004 ]
Como fazer um pornô alemão
Dietrich é um feroz e jovem executivo que nasceu no lado comunista, mas aderiu com entusiasmo ao capitalismo. Agora, precisa ordenar a desocupação de um prédio caindo aos pedaços que será demolido para dar lugar a um shopping center de serviços. Acontece que os moradores não querem sair. A líder do movimento de resistência é Marsha, jovem bonita e pobre, nascida no lado ocidental e capitalista, mas cheia de ideais de igualdade. Os dois se detestam, embora, secretamente, estejam apaixonados. Ela fica dividida entre Dietrich e Werner, militante do Partido Verde que desde o início está ao seu lado. No meio de tudo isso, dois velhos discutem se foram positivas ou não as mudanças na república reunificada alemã. Ninguém tira a roupa.
Resultado na audiência: o espectador sai do cinema excitado com a constatação. É inegável que o capitalismo não foi capaz de vencer todos os seus desafios no pós-comunismo, mas se mostra o único sistema ainda viável.
Como fazer um pornô francês
Família mora junta em mansão. Henri tem um caso com a mãe de François, seu meio-irmão por parte de pai. François, por sua vez, come Marie, a mulher de Henri. Marie é a melhor amiga de Isabelle, casada com Jean, e transa com os dois, assim como com Gance, o motorista, e Lenard, senador da República. Já Maksoud, o pai de Henri e François, não consegue mais comer ninguém, porém ainda se diverte olhando, em um sofisticado sistema de câmeras secretas, as sacanagens de todos e tentando agarrar Claudette, a empregada, que, embora seja inverno, desfila pela casa usando uma uniforme sumário.
Resultado na audiência: o espectador sai do cinema excitado com as modernas relações familiares e suas implicações na sociedade, mas lamenta profundamente que Isabelle, um tesão de pele clara e cabelo curto, tenha sido justo a única mulher a não ser enrabada durante toda a história.
Como fazer um pornô russo
Dimitri bebe um balde de vodka e começa a olhar com desejo para Irina, uma bela loura que, contudo, não tem tempo para o sexo. Mal acaba o próprio balde de vodka, ela se levanta correndo. O pequeno Misha abriu o berreiro no quarto ao lado. Irina apronta rapidamente um balde de vodka morna e leva para a criança, que finalmente se cala. Então aparece Anatoly, que veio fazer uma visita. Carregando o seu balde de vodka, Anatoly se instala em volta da mesa da cozinha. Dimitri pergunta:
- Que horas são?
E todos respondem em coro:
- Hora de beber.
Cada um entorna um balde de vodka.
Resultado na audiência: o público bate palmas entusiasmado, pois, vendo a cena, se lembrou que já está na hora do balde de vodka das cinco.
Como fazer um pornô americano
Nina tem seios gigantescos, verdadeiras bolas de futebol, e uma grande e eriçada cabeleira loura, mas quase nenhuma bunda. Ela deixou uma fazenda ou cidade no interior para tentar a sorte na cidade grande, seguindo o sonho de ser uma grande artista de Hollywood. Mas tudo o que consegue é trabalhar como stripper. Nesse meio, ela faz sexo coreografado com um produtor sujo e interesseiro, um sujeito legal que só está ali para aumentar o número de trepadas em cena e o cliente bonitão que por coincidência tem alguns contatos no meio artístico. Nina finalmente alcança o estrelato.
Resultado na audiência: o espectador fica encantado com Nina, que, assim, estrelará mais uma batelada de filmes chatos e com sexo mecânico, Nina, Viva Las Vegas, Nina em Nova York, Nina e a maldição do sexo, entre outros. Seus peitões passam por uma cirurgia para ficar maiores do que nunca.
Como fazer um pornô japonês
Mitsuko, uma jovenzinha vestida de colegial, Nikeba, uma jovenzinha vestida de colegial, Sukii, uma jovenzinha vestida de colegial, e Yoko, uma jovenzinha vestida de colegial, descobrem os prazeres da vida e do sexo. Tanaka, Mitsuhashi e Ikeda, são rapazes que não se vestem de colegial, são meio atrapalhados, fazem muitas caretas quando falam, por mais banal que seja a frase, e o tempo todo tentam evitar que as jovenzinhas tenham alguma emoção na vida em vez de comê-las. Mas pelo menos há muitas cenas de sexo, o que não adianta nada, pois bolinhas pretas, muito bem colocadas na edição, cobrem todos os genitais e sexo à mostra.
Resultado na audiência: Takeshi Kitano elogiará a dramaticidade das cenas, o que quer dizer que são arrastadas e chatas. O diretor será comparado a Kurosawa, o que não quer dizer nada, pois todos os diretores japoneses são comparados a Kurosawa. O público ficará puto da vida, pois, além de ter que aturar toda aquela chatice, as bolinhas não deixaram aparecer nenhuma sacanagem.
Como fazer um pornô brasileiro
Sem nenhum diálogo ou explicação, um casal está nu, se agarrando na cama. Ele é do tipo estivador, com corpo de marombeiro, enquanto ela é bonita e tatuada, com uma baita pinta de vagabunda. Seus nomes são alguma coisa parecida com Marião, o Empalador, e Marisa Lee. Os dois trepam em todas as posições e de todas as maneiras. A cena acaba e, também sem nenhuma explicação, corta para outro casal, que começa a se agarrar. Os nomes dos atores agora são Marcelo Tigrão e Lusbell. E assim os casais aparecem, trepam e desaparecem até o fim.
Resultado na audiência: mal termina o filme, o espectador limpa a mão e se vê com a cabeça cheia de perguntas: Quem são aquelas pessoas? Por que os cenários são sempre ordinários? E aqueles peitos murchos, quem teve a infeliz idéia de pô-los em um filme? São tantas perguntas que ele já está pronto para as 29 continuações da série que certamente virão.
posted by Guto 6:37 AM
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Sexta-feira, Setembro 03, 2004
Tem atualizacao no fotolog
posted by Guto 12:03 PM
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Em minha discussao com o Celso ontem sobre o Mohamed Atta, o planejador do atentando ao World Trade Center, chegamos a seguinte conclusao. O cara tinha feito sua pos graduacao escrevendo uma tese sobre como reconciliar a arquitetura do Ocidente decadente aos valores do Islao. A conclusao deve ter sido algo na linha do 'basta jogar um aviao em cima', ou coisa que o valha.
posted by Guto 11:55 AM
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Hoje estou me sentindo mais reflexivo...preciso de uma namorada!
posted by Guto 11:54 AM
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Passei hoje o cafe da manha conversando com o Vicente sobre a Bossa Nova. O que nao tive coragem de dizer e como esse foi um movimento musical que tentou incentivou o homossexualismo entre as criancas. E so pensar em 'O Pato', a musica feita pro Joao Gilberto conquistar o mercado do Balao Magico (na epoca composto pelo tremendao, a pimentinha e o pirata com uma perna so). O pato (ou seja, o trouxa, o cara que vai levar no rabo), ia cantando alegremente (assumindo abertamente sua condicao gay), quem?quem? (esta se oferecendo pro primeiro que chegar), quando o marreco sorridente pediu pra entrar tambem no samba (e carnaval, eles estao doidos). O ganso (nao dava pra ser mais explicito, vao afogar o ganso) acaba entrando na festa, eles se jogam juntos no lago (metafora pra jacuzzi, cambada de viado pervertido), depois fazem um quarteto, dizendo que ficara bom, muito bem, estas baixarias. Enfim...
posted by Guto 11:54 AM
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O New York Times de hoje mete o malho no discurso do Bush. Nem vou colocar o link, precisa de cadastro, mas vale a pena. O Paul Krugman fala do terrorismo politico feito por republicanos. Outro dia destes o Joao me mandou o discurso do Schwarzzenegger na convencao, no qual ele falava tanto de liberdade e esperanca. E engracado, um cara cuja familia foi acusada de apoiar a ocupacao nazista na Austria ficar apoiando um grupo politico que distribui acusacoes tao pesadas e mentirosas como o do Bush. Para resumir minha opiniao sobre a politica internacional e o terrorismo, estou criando a teoria do ataque suicida produtivo (e claro que todo terrorista acha que seus ataques terroristas sao suicidios, mas enfim...). A ideia e: o Bush, com uma bomba atomica alojada em local bem escondido, seria solto no Afeganistao algemado ao Saddam Hussein. O Putin faria o mesmo na Chechenia. Ser contra o Bush ou Putin (e quem sou eu pra ser contra estas bestas do apocalipse?), ou o Sharon, o Castro e o Chavez, nao quer dizer ser a favor daquilo a que eles se opoem, seja isso terrorismo, fanatismo, o Dick Cheney ou o Arafat. Explode tudo e comeca de novo.
posted by Guto 11:49 AM
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Em Oxford, a vida esta retornando ao seu ritmo normal. O cafe com o Celso e o Vicente, o jazz as tercas, almoco no Linacre...Domingo passado fui a exposicao do Edward Hopper na Tate Modern, com o Celso. Apesar de o Vicente ter dito que nao se compara a vitoria da Ferrari, eu preciso discordar: foi demais. Tipo de coisa que me faz lembrar porque sou sortudo de estar aqui.
posted by Guto 11:44 AM
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Amiano Marcelino

Uma etnografia dos povos barbaros
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